segunda-feira, 14 de março de 2011

mulheres e palavras

Elas te cortam com faca cega, que amolam no teu osso, desenham na tua carne até desamolar, lambem do teu sangue e cospem sal.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Até o dia que somente ela escreva no livro de seu corpo e ria dos frustrados escritores. Dos que escreveram linhas tortas, dos incoerentes, dos que nem sabiam como segurar a pena. No entanto o que eles escrevem sai no banho. Deles ela se limpa, mas os pensamentos que a devoram... esses são grifados com agulha, são tatuados por cima da ferida aberta.

Pensa que é grande

Tira a meia calça, rodopia na renda, suada, mas ultraleve ela pensa ''grande amor, quando estiver pronto para mim não me negue''. Continua dançando sobre a leveza das folhas, com o corpo quente de sol e o deboche dos amores ofertados e que tanto ela descarta nos olhos, ela continua a rodar, cai de tonta com gargalhadas gozantes de todos ao seu redor, gente tola e careta.

domingo, 19 de dezembro de 2010

confetes são balas

Então achava que tinha se desconstruído por inteira, no entanto faltava o infinito, o infinito de atitudes improváveis, os impulsos motivados pela dor acumulada, os pensamentos maldosos que escorregam por entre o inconsciente, toda a perversidade que ela carrega na acidez dissimulada no silêncio. Ai, quanta fraqueza descontrolada. Pensam que ela nada quer, mas ela só não quer agora, está se guardando pra explodir essa raiva em serpentina, pra atirar confetes no salão, dançando a marchinha da solidão, cercada por corpos mascarados... tá se guardando para quando o Carnaval chegar

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desconheço o poder que exerço sobre mim, penso tudo ser imutável, estático.
Outras vezes sinto uma força, algo que julgo ser feminino, começa no ventre, chega a balançar os quadris, mas meche mesmo é a cabeça, tantas idéias ao mesmo tempo que fica difícil limitar, sinto o suor frio e corpo quente.
Deve ser a lua.

domingo, 26 de setembro de 2010

cansei

Quero abrir a jaula da civilização
Fazer um corte, de uma ponta a outra
Deixar sangrar, mas não até morrer (morrer é fácil!)
Correr e dizer bem forte todas as verdades não ditas(aquelas que doem) na cara da hipocrisia.Quanta gente chata, comendo de garfo e faca, todos tolos, animais, ANIMAIS!
Vontade de entrar em um restaurante, subir na mesa, bater palmas e dar uma banana de prêmio! (enquanto mexo na comida deles com a mão) - Olha, como são bem adestrados, belos macacos sem pêlo!
Depois correr pra casa, deitar no colo da minha mãe e chorar!
É tão difícil ser um animal.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

poderia ser clichê

-acho que tô ficando com tristeza de aniversário
-hiuahsieuha, pq?
-sempre fico, acho que já te expliquei isso,não?
-no
-fico estranha no meu aniversário
-pq?
-não sei
-fico meio chatinha
-pq?, tpm?
-não, só não gosto
-me sinto mônica(...)
e as pessoas costumam dizer coisas importantes pra mim
-isso eh ruim?
-entao pq tu fica pertubando todo mundo sobre o teu aniversário?
-talvez eu tenha medo de me sentir esquecida
-tu tem medo de ser esquecida
e nao gosta de ser lembrada
-impossível de esquecer e difícil de lembrar...
é

domingo, 12 de setembro de 2010

Queria escrever algo que não fosse tão objetivo. Mas tudo já é tão subjetivo entre a gente, tudo tão ausente de palavras(elas parecem tão pequenas). Eu sei que entendes! que sentiste no tato, mas sou teimosa e quero fazer birra, gritar pra que não esqueças (nunca) da sensação que tive. Do coração que tentei conter, mas disparou feito louco, subindo pelos olhos e se derramando em lágrimas só de te ver, da sensação gostosa e do frio na barriga que o contato com a tua pele provocou. A presença, o contato, o cheiro, o tato, a carne é de cortar. Ao mesmo tempo que te sinto voltar, te sinto pela primeira vez. És o meu encontro adiado, um amor exilado antes de eu ter. És uma necessidade avassaladora de estar junto, mesmo estando uma tarde quente, deixando o suor doce, uma temperatura agradável num calor insuportável.Insuportável, isuportável é a ausência, te ver indo embora (mesmo que seja pra te rever em algumas horas). É se esforçar pra não pensar no domingo, na tua partida...
É como se eu tivesse revendo um amigo amado, que saiu a pouco tempo, mas tivesse dizendo ''oi'' pra um amor à primeira vista totalmente desconhecido.

domingo, 8 de agosto de 2010

nuvem branca com sardas

Por favor, não esquece de descombinar as cores sempre que possível, de tirar as palavras do papel, de errar a tela e pintar a parede, faz uma arco íris bem grande e tira a roupa, com a tinta fresca abre os braços e o acaricie, mas não esquece de te arrepiar com a umidade da tinta na pele, com o arrepio pensa em deus e faz uma prece, bem rápida, bem colorida, cheia de letras e sardas.

sábado, 7 de agosto de 2010

viagens em bolha de sabão

- Sabe, as vezes antes de dormir minha cama vira grama e o telhado vai embora,então eu me pego olhando um céu azul sem nuvens, então eu me vejo em cima de um cajueiro bem alto, sujando com o suco amarelo e doce, a renda branca do vestido. Em seguida retorno a grama e lá estou eu olhando pro céu azulado, em seguida chegam as nuvens, elas são tão brancas e leves, vão assumindo diversas formas (talvez eu não goste do fato delas serem tão volúveis, ou goste delas só por isso) no entanto elas se aglomeram e vão ficando juntinhas umas das outras, o céu fica em escalas de cinzas e claro com a luz dos raios, começa a chover forte, d'aquelas chuvas que lavam a alma, nessas chuvas a gente levanta e corre, gira forte até cair de tonto, cansada e zonza eu sento na grama e me despeço das nuvens, acolhendo todo o colorido do arco-íris e do pôr-do-sol dentro de mim. Sabe, nesses fins de tarde a gente tem que respirar fundo e soltar o ar pela boca e deixar todas as aflíções saírem, depois abrimos bem os olhos pra retina captar toda a paz que a gente precisa. Depois de todas as cores bem combinadas e os bons ventos, eu descanso na grama esperando a lua subir com um véu de estrelas, as vezes eu durmo assim, ou as vezes o telefone toca e eu assisto filmes em bolhas de sabão, em overdoses de afago, afeto e afeição.

domingo, 1 de agosto de 2010

pernas se enrolando
braços se perdem
afagos infinitos
antes de amanhecer.

sábado, 31 de julho de 2010

Vomitando borboletas...
As vezes o colorido delas pode ser indigesto
Eu suo frio
As asas batem nas aftas
A boca sangra
Então elas saem vermelhas de dentro de mim
Dói, mas o vermelho sangue é mais bonito
Que dor linda.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

tá faltando algo...
um vazio estranho, não tem dado pra escrever

sábado, 24 de julho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desamarrei a corda da canoa. Braços cansados, por favor remem para um lugar diferente.

segunda-feira, 7 de junho de 2010


- A angunstia tem formato de vaso
- Porque de vaso?
- É assim... e na garganta já próximo a boca fica um nózinho
- Verdade
- Sabe, quando eu choro, parece que o vaso quebra e alguns pedaços vão embora
mas outros se esparramam no fundo da minha barriga.

sábado, 5 de junho de 2010

Um dia colocarei todo esse egoísmo emoldurado no futuro museu do amor(naquela parede bem ao lado do orgulho enlatado)então a professora vai olhar, fazer uma careta e dizer ''crianças, fiquem longe disso''

sábado, 29 de maio de 2010

de repente senti minha escrita um tanto ultrapassada, cafona e piegas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mônica diz:
*e a gente fica preparada?
Pablo Amélia diz:
*a gente tenta
*porque na hora a gente treme
*mesmo sabendo com antecipação